Você já teve a sensação de que seus exames estão normais, mas ainda assim algo não está bem?
Sou médica há 20 anos e foi observando histórias como essa ao longo da minha trajetória médica que encontrei na Medicina Integrativa uma forma mais ampla de cuidar da saúde. Conclui minha graduação em Medicina no ano de 2005 e já sabia que queria ir além do tratamento convencional, mas não era claro pra mim a direção a ser seguida, foi quando iniciei meu trabalho na área de Saúde da Família.
Sempre gostei de escutar os pacientes, olhar seu contexto de ambiente, suas emoções predominantes, mas a formação me capacitou mais para doenças, fisiologia, fisiopatologia e tratamento, ou seja, um agente causador de doenças mais externo do que interno.
Fiz especialização em Dermatologia, Medicina Estética, Gestão em Saúde, Parapsicologia e a partir de 2015 comecei a estudar comportamento humano, neurociência, energia, psicossomática junguiana, Homeopatia BioFAO e me encontrei praticando uma medicina além da doença, integrando corpo-mente-emoções-energia.
E quando você está alinhada ao seu propósito, o Universo abre caminhos para você ir sempre além, sempre a dar o próximo passo e foi exatamente isso que me moveu.
O que comecei a perceber nos pacientes
Conforme fui atendendo, e até hoje já passaram por mim milhares de pacientes tanto do setor público quanto do privado, fui construindo uma forma de praticar a medicina além da convencional.
Fui percebendo que tratar apenas o físico em alguns pacientes havia a cura, outros com o término do tratamento alguns sintomas retornavam e outros apresentavam resolução do problema inicial, mas com o tempo a queixa se aprofundava, ou seja, alguns pacientes apresentam uma sequência de diferentes manifestações ao longo da vida. Isso me levou a refletir sobre fatores mais profundos envolvidos no processo de adoecimento.
Ficava cada dia mais claro que a abordagem não poderia ser restrita ao físico, e que havia outras variáveis que influenciam no processo de adoecimento e de cura como por exemplo traumas e emoções, estilo de vida, alimentação, sedentarismo ou não, ambiente familiar e de trabalho, sono, como o paciente vê a doença…
E assim, durante a consulta fui ampliando o olhar, a anamnese se estendia em muito mais perguntas do que só sobre o sintoma que trouxe o paciente até a consulta e assim podemos ajudar o próprio paciente a ganhar consciência e ter participação ativa no seu processo de bem estar e qualidade de vida.
O diagnóstico da minha filha e uma transformação pessoal
Eu caminhava praticando essa medicina e com maravilhosos resultados até que em 2021 fui posta a prova na minha própria vida pessoal. Minha filha aos 5 anos de idade foi diagnosticada com uma doença autoimune – Diabetes tipo I ou Diabetes insulinodependente.
Seu diagnóstico veio após eu observar alguns sintomas que ela estava apresentando e culminou na realização de exame e confirmação do quadro, administração de insulina e tudo isso realmente salvou a vida dela. Até aqui, tudo que eu aprendi na graduação em Medicina e que realmente salva vidas, salvou a minha filha.
Porém, esbarrei num obstáculo, a glicemia da minha filha controlou, ela estava fora de perigo, de risco, mas sua alegria, sua pulsão de vida ainda não tinha dado sinais. Ela continuava desanimada, cansada, introspectiva, algumas vezes parecia triste, sem vontade de brincar, o que não era o normal dela antes de adoecer.
Foi quando parei para olhar o todo, o contexto que a doença apareceu e ampliei o tratamento para práticas complementares e integrativas que eu já estava começando a estudar.
Ao complementar seu tratamento com essas práticas logo observei uma melhora importante na sua disposição, bem-estar e qualidade de vida . Aproveito para reforçar que não é um único caminho, somos seres complexos e a união da Medicina Convencional com as práticas complementares e integrativas amplia nosso olhar para o ser integral que somos e abordamos suas diversidades e complexidades. Aqui está a importância de se olhar corpo, mente e estilo de vida assim como a medicina integrativa faz.
Essa experiência pessoal mudou minha relação com os pacientes, com as propostas terapêuticas, com a Medicina e com a minha vida.
Hoje trabalho e vivo com uma medicina integral, que utiliza pilares fundamentais para o sucesso do tratamento e construção da qualidade de vida e vitalidade de cada indivíduo, lembrando sempre que algumas doenças crônicas podem não ser totalmente curadas mas controladas e aqui, o que se busca é curar a vida, trazer a vitalidade, o ânimo, a disposição e desejo de viver.
Os 4 pilares da minha abordagem
O primeiro pilar tem o foco nos sinais e sintomas do paciente para tratar a crise, a dor e obter o alívio pois em momentos de sofrimento dificilmente se consegue dar o próximo passo, ou ver além das queixas.
O segundo pilar é ter o olhar focado no micro, nos nutrientes, nos hormônios, na bioquímica que interfere no bom funcionamento do organismo.
O terceiro pilar envolve o biocampo, nosso corpo de energia e sua relação com o meio. A ciência vem ampliando a compreensão sobre a interação entre sistemas biológicos, emocionais e ambientais, mostrando que a saúde é influenciada por múltiplos fatores além da doença isolada. Durante a vida sofremos frustrações, traumas, decepções e bloqueios energéticos. Desequilíbrios nesse campo podem repercutir na forma como percebemos nossa vitalidade, disposição e bem-estar.
E o último pilar, não menos importante é a elevação de consciência de si, o autoconhecimento como parte do processo de cura e aqui entra a participação e responsabilidade de cada paciente.
Acredito que saúde não é apenas ausência de doença. É ter energia para viver, clareza para fazer escolhas e vitalidade para realizar aquilo que faz sentido para você. É essa visão que guia minha prática médica todos os dias.
A metodologia bem aplicada e cumprida contribui para uma melhora da qualidade de vida e bem-estar do ser de forma integral. Se você sente que seus sintomas não podem ser explicados apenas por um exame ou diagnóstico e busca um olhar mais amplo para sua saúde, a Medicina Integrativa pode ser um caminho. Meu propósito é ajudar cada paciente a recuperar equilíbrio, energia e saúde real olhando além dos sintomas.